domingo, 15 de janeiro de 2017

Elogios



Ontem à noite, logo que cheguei em casa, vi que o Cláudio tinha mandando um zap zap para mim e era um vídeo. Fui assistir ao vídeo somente hoje cedo e foi uma boa surpresa. Em geral, os vídeos que chegam pelo zap zap para mim, e acho que para todo mundo, são de piadas. Por isso tenho certa preguiça de assistir, sim, sou meio chatinha para isso.  Mas este vídeo não, ele tem uma mensagem bem bacana e que me fez sorrir e me sentir lisonjeada, pois o vídeo é para ser enviado para alguém que você gosta e que merece ser elogiado. 

O vídeo trata sobre elogios, mais especificamente a nossa falta de costume de elogiar alguém. Por mais que seja ruim admitir, a gente acaba gastando nosso tempo mais criticando os outros do que elogiando. Antes de falar que não é assim, pare e pense um pouco. Verá que você faz isso também. Eu também faço. O vídeo fala como um elogio pode fazer bem, pode realmente mudar o dia de alguém, quiçá a vida!  Mas tem que ser um elogio verdadeiro, um elogio falso não terá a mesma força, soará vazio, até o elogiado perceberá que aquilo foi da boca pra fora.  Um elogio sincero, mais do que abrir um sorriso no rosto do elogiado, vai também iluminar a alma dele. É bom recebermos este tipo de reconhecimento e é bom fazê-lo também! 

Eu achei o vídeo no youtube, clique AQUI para assistí-lo, que está na versão completa. O que eu recebi começa no minuto 1:36. Mas o começo do vídeo é importante também, pois fala como nos acanhamos quando somos elogiados! A tendência é desmerecer o elogio, falar que não é tudo isso. É quase como se pedíssemos desculpas por ser elogiado!

Por que será que complicamos tanto as coisas? Eu já tive a fase de querer desmerecer todo elogio que eu recebia. Hoje já consigo agradecer na maioria das vezes. Ainda ocorrem alguns tropeços e me pego envergonhada e quase me desculpando quando sou elogiada. 

Acho que estamos contaminados com a agressividade que vemos em todo o lugar. É muita raiva, muito rancor, muitas agressões gratuitas. As pessoas não sabem mais conversar ou reclamar pacificamente, já partem para a agressão, seja verbal ou física. Isso vai minando o uso da gentileza, matando aos poucos a cordialidade que deveria estar presente em todas as nossas relações cotidianas, seja dentro de casa, no trabalho ou na rua.  Isso faz que a gente saiba direitinho como reagir à uma agressão e perca a fala diante de um elogio. Tudo bem errado, né? 

Temos mesmo que colocar em prática o ato de elogiar quem merece.  Fará bem ao elogiado e a nós. Não se acanhe em elogiar e nem em ser elogiado. Tente e verá que tudo ficará melhor. Como diz o vídeo, não podemos deixar de elogiar alguém só no momento da morte. Reparem, alguém morre e vira santo! Dificilmente o morto  escutou metade dos elogios que foram falados em seu velório. 

Vamos espalhar mais amor nesta vida, vamos deixar a vida mais leve, mas sorridente. Elogiar é preciso! Amar é preciso! Ser gentil é preciso!


Como dizem internet afora: Mais amor, por favor! 




sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Incompleta

Sam nas alturas!

A foto está incompleta, pois falta o Frodo.  Era sempre assim, Sam no teto da caixa e Frodo dentro, esparramado na almofada laranja. Ele adorava ficar aí, era tão lindo vê-lo curtindo o seu cantinho. Eu brincava falando que era a torre do castelo do Frodo! 

Olhar para esta caixa vazia é bem difícil. A ausência dele dói muito. Sam também sente muito, ele anda muito carente, fica agitado se fica muito tempo sozinho aqui no apartamento. É bem complicado para nós três. Cada um está vivenciando o luto a sua maneira, do jeito que dá. 

Outro dia, minha prima Adriane me indicou um texto sobre assunto, que falava que o luto é uma experiência solitária e realmente é. Não adianta, ninguém sabe o que você sente, mesmo quem está vivenciando a mesma perda. A dor vai bater em cada um de uma maneira diferente, a saudade também. Eu me controlo para não ficar falando dele toda hora, não quero parecer uma obcecada, mas não páro de pensar nele e em tudo que aconteceu. Tento me distrair, abstrair. Funciona por alguns momentos, mas quando me dou conta, estou de novo às voltas com a tristeza e as imagens do Frodinho morrendo. 

O grande chavão é verdade, só tempo vai resolver tudo isso. Enquanto isso, vou cultivando as boas lembranças dele, que são infinitas! Mas tem momento que as lembranças não dão conta de aliviar a saudade, ando sentindo muita falta dele no meu colo, dele dormindo comigo! Sinto falta de mexer no pêlo dele, que era tão macio!  

Tem um complicador nisso tudo, como perdi um filho felino, não tenho direito aos dias de luto que a lei dá as pessoas que perdem um ente querido próximo. O trabalho me distraiu da dor é fato, mas ao mesmo tempo, a mistura do stress do trabalho com o sofrimento, resultou num abalo emocional bem complicado. Eu me sinto fragilizada. Preciso mesmo de uma pausa para digerir tudo isso.  Mas isso vai esperar até Abril, quando finalmente saio de férias.  Pelo menos terei dois feriados antes disso para espairecer. 

Quero aproveitar este post para agradecer o carinho que recebi de todo mundo. Cada palavra, cada abraço foram muito importantes para mim. Vocês, meus amigos queridos, fizeram tudo ficar menos difícil. Se tem um lado bom num fato tão triste assim, é notar que tenho pessoas realmente especiais perto de mim e isso aquece o coração. 


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Atlética!





Hoje teve exame médio no trabalho, daqueles períodicos onde o médico só mede a nossa pressão e faz um monte de pergunta básica. Coisa de cinco minutos. Quando fui perguntada sobre atividade física falei: "Ando de bicicleta, de patins e pratico corrieda." Me achei tão atlética! Antigamente respondia que não fazia nada e era a mais pura verdade. Como as coisas mudam, né? 

Por anos e anos fui bem sedentária. Tinha preguiça mesmo. Mas depois que a bicicleta entrou na minha vida de novo, há uns 2 anos, virei uma pessoa muito mais disposta a fazer atividades físicas. Fico chateada até se fico muito tempo sem andar de bike! 

Nas útimas semanas resolvi aproveitar as manhãs mais frescas para caminhar. Tenho deixado de pegar o metrô e tenho ido a pé para a firma.  Pego o ônibus até Brigadeiro e ando a Paulista toda. Dá uns 30 minutos de caminhada até a porta da firma, que fica numa das travessas da avenida.  Ando quase 3 quilômetros.  Uma caminhada bem boa, que faço escutando música e pensando na vida. Me faz realmente bem. Faço isso sempre que o tempo está favorável, tanto o tempo climático como tempo do relógio. Se o bus demorar para passar ou se eu pegar trânsito, já era. Não posso me arriscar a chegar tarde no trabalho. 

Claro que para fazer estas caminhadas matutinas eu uso tênis. Sem chance de caminhar assim com sapatos social ou mesmo as sapatilhas.  Eu deixo um sapato lá na firma, então eu vou de tênis e troco lá. Eu já fazia isso antes de começar com as caminhadas longas, pois o trajeto da estação de metrô até a firma é considerável e meus pés estava ficando acabados com o uso de sapatos para este trajeto. 

Que 2017 seja um ano bem atlético para mim! 




Nota da blogueira: Mês que vem vou participar de uma corrida de 5K que passará pela Ponte Estaiada! Estou ansiosa, sempre quis andar a pé pela ponte!






terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Bicicletário e Eu : A Luta!




Guardar uma bicicleta em um apartamento não é uma coisa muito fácil. Aqui no prédio, não tínhamos bicicletário, então as bikes ficavam no quartinho-inho-inho da área de serviço. Era bem complicado, pois para tirar qualquer coisa do diminuto quartinho, tínhamos que tirar as bikes ou brincar de contorcionistas. 

No fim do ano, um bicicletário foi colocado na garagem. Fiquei bem contente. Mas a minha alegria durou pouco, pois descobri que é uma batalha para eu conseguir guardar a minha bike lá.  Não, não é falta de vaga, é falta de força e de altura da blogueira aqui.

O bicicletário é com ganchos e estes estão em um suporte relativamente alto. Então para eu colocar ou tirar minha bike é uma empreitada e tanto. Fico até brava, pois demoro muito. No mínimo, umas 4 tentativas.  Talvez com muita insistência eu pegue prática e não me embole tanto. Claro que Wally me ajuda quando saímos juntos para pedalar, mas eu não pedalo somente quando estou com ele, então tenho mesmo que me virar e aprender. 

O meu sonho de consumo é um suporte para bike que levanta a bike sozinha! Vi na internet outro dia, é uma belezura. A gente não precisa fazer força alguma. Mas isso é sonho só, pois o suporte só vende lá fora e, além disso, eu não teria onde colocá-lo. Então vai ficar só no sonho e eu vou acabar ficando mais forte de tanto levantar a bike nas infinitas tentativas de colocá-la e tirá-la do suporte. 

Já já vou pedalar e já estou mentalizando para enfrentar a empreitada. Não quero me estressar. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Patinando



Quando eu era criança, eu adorava patinar. Tinha um par de patins com botas brancas e rodinhas azuis. Era lindo! E eu era boa com os patins. Mas o tempo passou, o par de patins nem sei que fim levou e eu parei de patinar. Eu achava que isso era coisa do passado, que nunca mais patinaria nesta encarnação, ainda mais por achar impossível aprender a andar nestes patins modernos, com as rodinhas enfileiradas. Mas no ano passado, Wally levantou a idéia de me dar um par de patins, dos antigos. Fiquei com isso na cabeça, apesar do medo, a vontade de patinar foi tomando conta de mim. Em novembro comprei o par de patins da foto, Wally me ajudou e pagou metade.  Desde então estou na empreitade de reaprender a patinar. 

Foto de Novembro de 2016


Para minha surpresa, não perdi o equilíbrio com os patins e logo de cara já consegui ficar em pé na boa e até patinar, mas devagarinho. Ainda tenho muita insegurança, por isso Wally tem me acompanhando durante as práticas de patinação na marquise do Ibirapuera. Mas já estou patinando bastante sem precisar segurar nele.  O medo de cair é grande, claro! Quando o patins pega velocidade, fico bem receosa, pois perdi a prática que tinha para brecar. Só a insistência vai me fazer recuperar a prática.

No sábado perdi um pouco do medo de cair, pois levei o meu primeiro tombo de patinadora adulta. Não aconteceu nada demais porque os equipamentos de proteção fizeram bem o seu trabalho. Restaram algumas dores pelo corpo.  Na hora quase chorei, mas me fiz de forte. Engoli o choro e recusei ajuda para me levantar. Levantei sozinha e continuei a patinar! Se não fizesse isso, provavelmente não teria mais coragem de patinar. 

Tenho que ir patinar com mais frequência, o que não consegui nestes útimos dois meses, mas vou dar um jeito de incorporar na minha rotina, como fiz com a bike. 

Falando em bike, me sinto tão atlética quando vou ao parque de bike para andar de patins! Nunca pensei que estaria tão esportista nesta altura da vida. Muito legal isso estar acontecendo. 


Nota da blogueira: Quando vou de bike, Wally que leva a mochila com os patins.  Eu não conseguiria subir a ciclovia da Hélio Pelegrino com uma mochila pesada nas costas, mal consigo subir só com o meu peso!